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Stona 2018 apresenta tendências em pedras naturais da Índia


Estiveram presentes empresas que mostraram as mais avançadas tecnologias em equipamentos

A 13ª Feira Internacional de Granitos e Pedras (Stona 2018) aconteceu de 7 a 10 de fevereiro no Bangalore International Exhibition Centre, na cidade de Bengaluru, na Índia. A exposição apresentou uma grande diversidade de pedras naturais indianas, de várias tonalidades, formas e tendências. Houve uma presença bastante expressiva de calcários, trazidos pelas empresas da Turquia, bem como de materiais naturais e artificiais provenientes da China.

Também estiveram presentes empresas que trouxeram as mais avançadas tecnologias em máquinas e equipamentos, bem como houveram demonstrações práticas de técnicas modernas para trabalhar os materiais.

Empresas italianas, chinesas e indianas não deixaram de mostrar as mais recentes tecnologias no setor de pequenos equipamentos, insumos e abrasivos, os quais tiveram uma presença bastante expressiva.

O público foi formado por profissionais de Arquitetura e Designer, importadores, exportadores, empresários do setor de rochas, hoteleiros, entre outros. O evento contou com módulos específicos para o desenvolvimento de negócios e acordos comerciais. A feira foi organizada pela Federação da Indústria de Granito e Pedra da índia (FIGSI).

 A Stona tem o objetivo de promover a indústria da rocha natural da Índia, dando a ela oportunidades de crescimento significativo com uma maior visibilidade. É considerada uma excelente oportunidade para os expositores divulgarem os seus produtos em um ambiente cada vez mais competitivo, e interagir com participantes do setor de rochas de países como Itália, China, Turquia, Egito, Japão, Coréia, Portugal, entre outros da Europa.

Dentre as rochas indianas apresentadas os mármores coloridos (brancos, verdes, beges e amarelos) provenientes do Rajastão tiveram presença assegurada. Os granitos indianos também foram mostrados em diferentes cores, tais como: brancos, verdes, rosas e pretos.

Pode ser observada uma boa sinalização para a demanda de materiais de coloração branca, granitos em geral, bem como os materiais de coloração verde, mármores em geral, que aparecem como as novas tendências de mercado.

Os visitantes puderam participar de conferências e debates realizados por renomados especialistas internacionais. O Brasil marcou presença com a participação do engenheiro Paulo Flório Giafarov, da DGG STONES, que representou também a revista ROCHAS DE QUALIDADE, junto aos organizadores do evento e expositores.

Paulo Giafarov foi um dos palestrantes do encontro cuja temática foi “Natural Stone In The World: Facing The New Challenges” O encontro também contou com a presença do engenheiro Fernando Bolta da Ceramiche Daytona da Itália e do Eng. Rogério Moutinho da MGLW do Reino Unido. Os debates foram conduzidos pelo editor da revista Litos da Espanha, Sr. Anil Taneja. O evento contou com uma presença bastante expressiva de arquitetos, decoradores e profissionais do setor de rochas ornamentais.

Foram debatidos temas que abrangeram a especificação da pedra natural nos mercados mundiais na atualidade, a visão dos especificadores quanto o uso de materiais naturais e a competição com materiais artificiais. Este último foi um tópico de debates intensos, uma vez que a indústria da cerâmica, por exemplo, já está produzindo materiais que não só imitam as rochas naturais na superfície dos elementos cerâmicos, mas também na sua espessura, ou seja: cerâmicas que imitam a composição da rocha na sua superfície e na sua espessura.

A discussão também atingiu a competição com os aglomerados de quartzo, os quais apresentam-se como o “grande vilão”, uma vez que a grande maioria são produzidos sem maiores controles de qualidade, mas que tomam espaço do mercado de rochas naturais no mundo todo.

Para Paulo Giafarov a nova geração de decoradores, arquitetos e especificadores está muito aberta ao uso de novos materiais, sejam naturais ou não. Há uma busca incessante pelo novo, por aquilo que pode fazer a diferença no conceito, por algo que se apresente como a solução adequada para cada espaço e ambiente do projeto. A inclinação para a arquitetura dita minimalista, que demanda cores únicas cada vez mais abre espaço para materiais concorrentes da rocha natural.

Durante muitos anos a indústria da pedra natural quase não teve concorrentes. Agora a situação é outra. Se as empresas não tomarem uma posição no sentido de educar os clientes e consumidores finais sobre a qualidade da rocha natural, sua exclusividade, sua durabilidade e sua nobreza, cada vez mais veremos novos produtos que irão procurar mais e mais imitar a pedra natural.

As empresas devem buscar novos eventos e novas feiras aonde possam ficar mais próximas dos decoradores, arquitetos e especificadores. Um trabalho de aliança com outros segmentos, tais como vidro, marcenaria e louças para cozinhas e banheiros pode criar produtos que irão surpreender os consumidores finais.




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